quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

algo

Vou-vos contar um pouco do meu mundo. Estes dias têm sido confusos para mim, novos amores, novas feridas, era tudo novo. Preciso de curar essa ferida, de fechá-la. Tudo começou quando eu acordei, hoje, estava ensonada e bocejava a todo o tempo, mas continuava a doer, o meu corpo doia, a ferida doia, tudo doia. Saí á rua e encontrei uma grande escada em caracol, no meio da rua, achei estranho. Então decidi subir. Assim começou a minha viagem, mas continuava a doer. No segundo degrau encontrei um casaco, vesti-o, estava quentinha, continuei a subir, encontrei o medo e guardei-o no bolso, estava a sentir a ferida a fechar, sentir-me completa, continuei a subir a tal escada, mas já estava um pouco cansada. Olho para baixo e tudo tinha desaparecido, sentia-me aliviada e livre, mas um pouco triste também, continuei a subir, encontrei as minhas memórias e guardei-as também, ao fim e ao cabo, este destino era a felicidade, para encontrar teria de subir mais, mas a cada degrau que eu subia algo de novo aparecia, já começava a alcançar a felicidade. E esse foi o meu destino, todas as memórias, boas ou más, todos os objectos, todas as músicas, todas as pessoas, enfim TUDO! A escada foi um referencial para algo que me enchia de curiosidade, subi, subi, subi, e encontrei tudo o que tinha. A ferida fechou, as mágoas passaram, sinto-me muito bem.

(era para um trabalho)

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